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A Origem (Inception), filme dirigido por Cristopher Nolan (o mesmo diretor de Batman - O Cavaleiro das Trevas) conta a história de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio, de O Aviador). Dom é um ladrão eficiente, que está entre os melhores na arte da extração: roubar segredos valiosos de dentro dos confins do inconsciente durante o estado de sono, quando a mente se encontra mais vulnerável. Esta rara habilidade tornou Cobb um perito cobiçado no traiçoeiro novo ramo da espionagem corporativa, mas também o transformou em um fugitivo internacional e o levou a sacrificar tudo aquilo que amava. Cobb está impedido de retornar aos Estados Unidos, pois é suspeito da morte de sua mulher, Mal (Marion Cotillard, de Piaf - Um Hino Ao Amor). Agora, Cobb tem a chance de recuperar tudo aquilo que perdeu: desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada oferta de trabalho proposta por Saito (Ken Watanabe, de O Último Samurai), um empresário japonês. Cobb deve entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy, de Batman Begins), herdeiro de um império econômico, e implantar a ideia de desmembrá-lo. Para cumprir sua missão, Cobb conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt, de 500 Dias Com Ela), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page, de Juno) e Eames (Tom Hardy, de Rocknrolla - A Grande Roubada), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos. Se conseguirem, este poderá ser o crime perfeito. Com estreia nos cinemas brasileiros marcada para o dia 06 de agosto, A Origem é o primeiro filme original dirigido por Nolan desde Following, de 1998. De lá para cá, o cineasta trabalhou em adaptações de livros e quadrinhos, além de refilmagens. O argumento, escrito pelo próprio diretor, é consistente e envolvente. Com mais de duas horas de duração, Inception apresenta cenas de ação muito bem elaboradas e deixa pairar no ar um certo suspense psicológico, prendendo a atenção do espectador diante de inúmeras reviravoltas. Além disso, as personagens são extremamente carismáticas. O passado de Cobb justifica a vida que leva, e a forma como encontra-se preso em seu próprio jogo sustenta a trama, revelando um desfecho surpreendente. A Origem (Inception), estreia no Brasil dia 06 de agosto. Confissões da Colunista: desde Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador, acompanho o trabalho de Leonardo DiCaprio. Com raras exceções, DiCaprio atua em filmes que possuem uma trama interessante e faz ótimas interpretações. Dessa vez, não foi diferente: o Cobb que vemos em A Origem, atordoado e perdido, precisa encontrar "a origem" dos problemas que enfrenta. Só assim poderá cumprir sua última missão e ter de volta a vida que levava antes de seus problemas começarem. Preste muita atenção nos detalhes da trama e busque ler minuciosamente o comportamento de cada personagem. Inception é um filme de qualidade, com um roteiro forte e muito bem elaborado, portanto, o espectador deve manter a linha de raciocínio do início ao fim. É aquele tipo de filme em que buscamos ligar os pontos e decifrar o final antes que o filme, de fato, termine. E é este um dos grandes pontos fortes da trama: a real mensagem de A Origem, envolta por todas as conexões criadas ao longo de mais de duas horas de película, só torna-se completamente perceptível pouco antes dos créditos finais. Inception vale a ida ao cinema, pois prova que é possível fazer um filme com ação e aventura, e, ainda por cima, ter um roteiro inteligente.  Filme é sucesso de crítica internacional. Em relação à direção, sou fã do trabalho de Nolan. Amnésia, de 2000, dirigido por ele, é uma obra excelente e complexa. É um filme que mexe com o nosso equilíbrio mental e não traz respostas. Ao contrário, traz à mente ainda mais dúvidas e interrogações. Nolan foi, também, o responsável pela volta arrasadora de Batman: tanto Batman Begins quanto O Cavaleiro das Sombras tiveram merecido sucesso de público. É óbvio que houve apelo comercial, mas ambos os roteiros foram muito bem elaborados. Quando pensei já ter visto tudo que Nolan poderia proporcionar, chega A Origem. Além disso, é interessante ver como Nolan faz a conexão entre ficção científica e romance. Cobb carrega a marca de uma rasgada e dolorosa história de amor. O romance, longe de ser o ponto central do filme é, no entanto, um dos pontos de apoio da trama. Intrigante, criativo, inteligente, tenso e magnético: estas são algumas definições que encontrei para A Origem. Sinceramente, um dos melhores filmes de 2010.  Amuleto de Cobb, que faz o protagonista diferenciar o mundo real da fantasia. Por fim, um ponto para reflexão importante: dia após dia, somos cercados pelo consumo desenfreado e disputas acirradas de mercado. No filme, ainda na primeira parte, repare na cena em que Cobb e sua equipe estão reunidos, discutindo a possibilidade do 'inception'. Coincidência ou não, a reunião assemelha-se muito a uma reunião de briefing de uma agência de comunicação. Não é exatamente isso o que a mídia proporciona? Implantar uma ideia no cérebro de uma pessoa e convencê-la que ela deseja determinado produto. Ou, ainda, que deve assumir o padrão de comportamento "X", "Y" ou "Z". Tempos modernos regidos pelo marketing? É a nossa realidade. Talvez, a psicologia explique. Acredito que o "chute", tão citado durante o filme, é o que precisamos para despertar nossa consciência. Boa reflexão! Saiba mais sobre a colunista: Cassandra Brunetto - a personagem real - e não a mitológica, é Relações Públicas e Assessora de Imprensa. É apaixonada por todas as formas de arte (seria por ter crescido ouvindo histórias mitológicas?). Mas de todas as artes, a que mais desperta a sua paixão, é o cinema. Cinema como arte, cinema como inspiração, cinema como vida. Twitter: @Cassandra_RP |